Os Mistérios de Qumran

Qumran é um sítio arqueológico com uma rica historiografia, sua localização fica nos domínios da Cisjordânia ao noroeste do Mar Morto. Uma das características do seu clima é a aridez, clima esse que contribuiu de uma forma significativa na preservação de estruturas e de materiais arqueológicos encontrados na região, como por exemplo: cisternas, salas de banhos rituais, cerâmicas, refeitórios. Qumran entrou para a história em 1947, não devido ao seu clima quase desértico, mas sim por abrigar os manuscritos mais importantes da arqueologia bíblica, os primeiros manuscritos foram encontrados em uma pequena caverna às margens do Mar Morto por um jovem beduíno que procurava uma ovelha perdida do seu rebanho. A notícia dessa descoberta espalhou-se rapidamente após a venda de alguns manuscritos para os USA. Não demorou muito para a comunidade científica se interessar pelo achado.

Foram encontrados 930 fragmentos de manuscritos hebraicos, aramaicos e gregos todos eles distribuídos entre onze cavernas em Qumran, datando de 250 a.C. ao século I da Era Cristã. Toda aquela habitação foi construída durante a regência do rei João Hircano, 134-104 a.C, ainda no período helênico, toda aquela estrutura começou a ser fundamentada em 186 AC e se estendeu até o ano 70 da Era Cristã.

Entre os períodos de 1947 a 1956 Qumran se transformou na “Eldorado” dos arqueólogos bíblicos, muitos achados foram encontrados nesse período, sem dúvidas foi uma era de ouro para os acadêmicos bíblicos, muitas escavações foram realizadas em Qumran na busca de manuscritos antigos. A maioria foi escrito em pergaminhos e alguns em papiros. Foram encontrados escombros de construções que constituem bem uma cidade antiga, desde e locais de banhos, cemitérios, objetos de cerâmica, cisternas e locais para oração e uma torre.

Estudos apontam que o local serviu de acampamento para uma seita constituídas de homens essênios. De acordo com algumas pesquisas, o complexo abrigava até 200 homens sobrevivendo do círculo Judaico de oração em privacidade, celibato, em direta oposição aos sacerdotes do templo em Jerusalém.

Embora os pergaminhos tenham demonstrado que a Bíblia não sofreu mudanças fundamentais, eles também deixam evidente que haviam versões diferentes dos textos bíblicos usados pelos judeus no período do Segundo Templo, cada qual com as suas próprias peculiaridades. Nem todos os escritos são idênticos aos originais na grafia e na fraseologia. Alguns se aproximam mais da Septuaginta grega. Os pergaminhos do Mar Morto ajudam até certo ponto a compreender o contexto dos costumes judaicos no tempo em que Jesus pregava. Fornecem contribuições linguísticas para a comparação entre o hebraico antigo e o texto da Bíblia. Embora muitos dos escritos do Mar Morto ainda exijam uma análise mais aprofundada.

By | 2017-12-05T12:21:59+00:00 novembro 2nd, 2017|Categories: Arqueología Biblica|0 Comments

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